virginia santos  (353 views)

 
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HINO DE OXALÁ
REFLETIU A LUZ DIVINA, DENTRO DO SEU EXPLENDOR.
É NO HINO DE OXALÁ A ONDE Á PAZ E AMOR,
LUZ QUE REFLETIU NA TERRA
LUZ QUE REFLETIU NO MAR
LUZ QUE VEM LA DE ARUANDA PARA TUDO ILUMINAR.
A UMBANDA É PAZ E AMOR, É UM MUNDO CHEIO DE LUZ, É A FORÇA QUE NOS DA VIDA E A GRANDEZA NOS CONDUZ.
AVANTE FILHOS DE FÉ , COMO A NOSSA LEI NAO HÁ, LEVANDO AO MUNDO INTEIRO A BANDEIRA DE OXALÁ

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SENHOR DOS ANEIS, AMOROR ALEM DA VIDA
 

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CSI:CRIME SOB INVESTIGAÇAO
 

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NENHUM HOMEM É UMA ILHA.

FORA DA CARIDADE NAO HA SALVAÇAO.

DINHEIRO NAO TRAZ FELICIDADE ENTAO ME DÊ O TEU E SEJA MUITO FELIZ HAHA
 

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CURSOS AS TERÇAS FEIRA DAS 21h AS 22h NO TERREIRO CASA BRANCA DE UMBANDA CABOCLO SETE ENCRUZILHADAS.

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Dec 4, 2008 9:08 AM
Suzan says:
 
oiiiiiiiiiiii gatinha,tudo bem?? espro que sim!!! beijos desta amiga
suzan
 
 
 
Oct 15, 2008 3:06 AM
 
ola virginia deseijo-te um dia muito feliz e que a vida te sorria sempre muitos parabens bjs
 
Oct 15, 2008 1:56 AM
Ana says:
 
Ola linda!!!Como ta tu? Passei para te desejar um dia mt feliz PARABENS beijoquinhas
 
Aug 18, 2008 10:26 AM
cris says:
 
Não diz nada menina???????? beijos cris
 
Aug 15, 2008 2:27 PM
cris says:
 
beijo cris
 
Aug 2, 2008 3:08 PM
cris says:
 
Alô então já estás de férias??????
diz alguma coisa mil beijos cris
 
Jul 31, 2008 7:19 AM
 
BOA VONTADE

Boa vontade, duas palavras comuns que merecem uma profunda análise, porque elas trazem em seu bojo uma imensa auto crítica de nossos atos, se as praticamos no sentido do amor e da caridade para com os nossos semelhantes nos colocamos como os grandes guerreiros em grande pedestal no fim de uma gloriosa batalha , mas se não praticamos o nosso consciente sempre nos julgará com outras duas palavras em grande uso, Má Vontade.
Enquanto uma eleva a outra destrói, a primeira nos orienta no sentido maior do amor e desprendimento e da responsabilidade , essa é uma pedra preciosa e cristalina que sempre reflete no seu interior um imortal raio de luz, a Segunda palavra que usada em constância demasia, pedra que não tem reflexo, escura e densa que apenas serve de enfeites de calçada para que outro pise.
Alegria e arrependimento, qual dessas palavras que ficará forjada em sua alma consciente, após o término de sua caminhada pelo belo planeta azul, alegria suprema por Ter cumprido com o ideal do amor e da caridade, ou o arrependimento por Ter fugido as responsabilidades, agora tarde demais porque o espírito que para, quando devia mais do que nunca andar , será apenas uma sombra como tantas outras que enfeitam o triste caminho dos derrotados.
Boa vontade para com os tristes , para com os doentes, para os que têm fome, para com os injustiçados, para os que precisam de uma palavra amiga, para os cegos de espíritos, para com os negativistas que não querem as luzes da verdade, mas apenas as trevas como companheira.
Boa vontade é DEUS criador que deve sempre andar em nossos corações, é o conselho maior dos Espíritos da Verdade que muitos não seguem por egoísmo e má vontade, Boa Vontade são duas palavras simples e perfeitas, igual a duas linhas paralelas que tem como único ponto de encontro, o infinito.
Que a paz e a boa vontade estejam com todos.
 
Jul 28, 2008 11:48 AM
 
AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO
FOI NUMA NOITE ESTRANHA AQUELA NOITE QUEDA; ESTRANHAS VIBRAÇÕES AFINS PENETRAVAM MEU SER MENTAL E O FAZIAM ANSIADO POR ALGO, QUE POUCO A POUCO SE FAZIA DEFINIR...
ERA UM QUÊ DESCONHECIDO, MAS SENTIA-O, COMO SE ESTIVESSE EM COMUNHÃO COM A MINHA ALMA E EXTERNAVA A SENSAÇÃO DE UM SILENCIOSO PRANTO...
QUE NO MUNDO ASTRAL EMOCIONAVA ASSIM UM POBRE “EU”? NÃO O SOUBE, ATÉ ADORMECER... E SONHAR...
VI MEU “DUPLO” TRANSPORTAR-SE ATRAÍDO POR CÂNTICOS QUE FALAVAM DE ARUANDA, ESTRELA GUIA E ZAMBI; ERAM AS VOZES DA SENHORA DA LUZ-VELADA, DESSA UMBANDA DE TODOS NÓS QUE CHAMAVA SEUS FILHOS DE FÉ...
E FUI VISITANDO CABANAS E TENDAS, ONDE MULTIDÕES DESFILAVAM... MAS, SURPRESO FICAVA COM AQUELA “VISÃO“ QUE EM CADA UMA EU “VIA”, INVARIAVELMENTE, NUM CANTO, PITANDO, UM TRISTE PAI-PRETO, CHORAVA.
DE SEUS “OLHOS” MOLHADOS, ESQUISITAS LÁGRIMAS DESCIAM-LHE PELAS FACES E NÃO SEI POR QUE, CONTEI-AS... FORAM SETE. NA INCONTIDA VONTADE DE SABER, APROXIMEI-ME E INTERROGUEI-O: FALA PAI-PRETO, DIZ A TEU FILHO, POR QUE EXTERNAS ASSIM UMA TÃO VISÍVEL DOR?
E ELE, SUAVE, RESPONDEU: ESTÁS VENDO ESSA MULTIDÃO QUE ENTRA E SAI? AS LÁGRIMAS CONTADAS, DISTRIBUÍDAS ESTÃO DENTRO DELA...
A PRIMEIRA EU A DEI A ESSES INDIFERENTES QUE AQUI VÊM EM BUSCA DE DISTRAÇÃO, NA CURIOSIDADE DEVER, BISBILHOTAR, PARA SAÍREM IRONIZANDO DAQUILO QUE SUAS MENTES OFUSCADAS NÃO PODEM CONCEBER.
OUTRA, A ESSES ETERNOS DUVIDOSOS QUE ACREDITAM, DESACREDITANDO, NA EXPECTATIVA DE UM “MILAGRE” QUE OS FAÇAM “ALCANÇAR” AQUILO QUE SEUS PRÓPRIOS MERECIMENTOS NEGAM.
E MAIS OUTRA FOI PARA ESSES QUE CRÊEM, PORÉM, NUMA CRENÇA CEGA, ESCRAVA DE SEUS INTERESSES ESTREITOS. SÃO OS QUE VIVEM ETERNAMENTE TRATANDO DE “CASOS” NASCENTES UM APÓS OUTRO...
E OUTROS MAIS QUE DISTRIBUÍ AOS MAUS, AQUELES QUE SOMENTE PROCURAM A UMBANDA EM BUSCA DE VINGANÇA DESEJAM SEMPRE PREJUDICAR A UM SEU SEMELHANTE – ELES PENSAM QUE NÓS, OS GUIAS, SOMOS VEÍCULOS DE SUAS MAZELAS, PAIXÕES, E TEMOS OBRIGAÇÃO DE FAZER O QUE PEDEM... POBRES ALMAS, QUE DAS BRUMAS AINDA NÃO SAÍRAM.
ASSIM, VAI LEMBRANDO BEM, A QUINTA LÁGRIMA FOI DIRETAMENTE AOS FRIOS E CALCULISTAS – NÃO CRÊEM, NEM DESCRÊEM; SABEM QUE EXISTE UMA FORÇA E PROCURAM SE BENEFICIAR DELA DE QUALQUER FORMA.
CUIDA-SE DELES, NÃO CONHECEM A PALAVRA GRATIDÃO, NEGARÃO AMANHÃ ATÉ QUE CONHECERAM UMA CASA DA UMBANDA...
CHEGAM SUAVES, TÊM O RISO E O ELOGIO À FLOR DOS LÁBIOS, SÃO FÁCEIS, MUITO FÁCEIS; MAS SE OLHARES BEM SEUS SEMBLANTES, VERÁS ESCRITO EM LETRAS CLARAS: CREIO NA TUA UMBANDA, NOS TEUS CABLOCOS E NO TEU ZAMBI, MAS SOMENTE SE VENCEREM O “MEU CASO”, OU ME CURAREM “DISSO OU DAQUILO”...
A SEXTA LÁGRIMA EU DEI AOS FÚTEIS QUE ANDAM DE TENDA E TENDA, NÃO ACREDITAM EM NADA, BUSCAM APENAS ACONCHEGOS E CONCHAVOS; SEUS OLHOS REVELAM UM INTERESSE DIFERENTE, SEI BEM O QUE ELES BUSCAM.
E A SÉTIMA, FILHO, NOTASTE COMO FOI GRANDE E COMO DESLIZOU PESADA? FOI A ÚLTIMA LÁGRIMA, AQUELA QUE “VIVE” NOS “OLHOS” DE TODOS OS ORIXÁS; FIZ DOAÇÃO DESSA, AOS VAIDOSOS, CHEIOS DE EMPÁFIA, PARA QUE LAVEM SUAS MÁSCARAS E TODOS POSSAM VÊ-LOS COMO REALMENTE SÃO...
“CEGOS, GUIAS DE CEGOS”, ANDAM SE EXIBINDO COM A BANDA, TAL E QUAL MARIPOSAS EM TORNO DA LUZ; ESSA MESMA LUZ QUE ELES NÃO CONSEGUEM VER, PORQUE SÓ VISAM A EXTERIORIZAÇÃO DE SEUS PRÓPRIOS “EGOS”...
“OLHAI-OS” BEM, VEDE COMO SUAS FISIONOMIAS SÃO TURVAS E DESCONFIADAS; OBSERVAI-OS QUANDO FALAM “DOUTRINANDO”; SUAS VOZES SÃO OCAS, DIZEM TUDO DE “COR E SALTEADO”, NUMA LINGUAGEM SEM CALOR, CANTANDO LOAS AOS NOSSO GUIAS E PROTETORES, EM CONSELHOS E CONCEITOS DE CARIDADE, ESSA MESMA CARIDADE QUE NÃO FAZEM, AFERRADOS AO CONFORTO DA MATÉRIA E À GULA DO VIL METAL. ELES NÃO TÊM CONVICÇÃO.
ASSIM, FILHO MEU, FOI PARA ESSES TODOS QUE VISTE CAIR, UMA A UMA, AS SETE LÁGRIMAS DE PAI-PRETO! ENTÃO, COM MINHA ALMA EM PRANTO, TORNEI A PERGUNTAR: NÃO TENS MAIS NADA A DIZER, PAI-PRETO? E, DAQUELA “FORMA VELHA”, VI UM VÉU CAINDO E NUM CLARÃO INTENSO QUE OFUSCAVA TANTO, OUVI MAIS UMA VEZ...
“MANDO A LUZ DA MINHA TRANSFIGURAÇÃO PARA AQUELES QUE ESQUECIDOS PENSAM QUE ESTÃO... ELES FORMAM A MAIOR DESSAS MULTIDÕES...”
SÃO OS HUMILDES, OS SIMPLES; ESTÃO NA UMBANDA PELA UMBANDA, NA CONFIANÇA PELA RAZÃO... SÃO OS MEUS FILHOS DE FÉ.
SÃO TAMBÉM OS “APARELHOS”, TRABALHADORES, SILENCIOSOS, CUJAS FERRAMENTAS SE CHAMAM DOM E FÉ, E CUJOS “SALÁRIOS” DE CADA NOITE... SÃO PAGOS QUASE SEMPRE COM UMA SÓ MOEDA, QUE TRADUZ O SEU VALOR NUMA ÚNICA PALAVRA – A INGRATIDÃO...
 
Jul 27, 2008 5:58 PM
 
CANTIGA DE ESPERANÇA
ALMA QUERIDA...
POR MAIS QUE O MUNDO TE ATORMENTE A FÉ SIMPLES E BOA
POR MAIS QUE TE LANCE GELO NA ALMA CRENTE
NA SOMBRA QUE ATRAIÇOA
ALMA SINCERA, ESCUTA...
SOFRE, TOLERA, APRENDE, APERFEIÇOA!
PORQUE DE ESFERA EM ESFERA
NINGUÉM CONSEGUE A PALMA DA VITÓRIA SEM APOIO NA LUTA!
ESPERA QUE A ESPERANÇA É A LUZ DO MUNDO
OCULTA MARAVILHA QUE EM TODA A PARTE SE REVELA E BRILHA PARA A GLÓRIA DO AMOR!
A NOITE ESPERA O DIA, A FLOR O FRUTO...
O ESPINHO A ROSA, O MÁRMORE O BURIL...
O PRÓPRIO SOLO BRUTO ESPERA O LAVRADOR
ARMADO DE ATENÇÃO, ARADO E ZELO...
O VERME ESPERA O SOL PARA AQUECÊ-LO
A FONTE AMIGA QUE SE DESENTRANHA DO CORAÇÃO DA PEDRA DA MONTANHA
ENQUANTO SERVE, PASSA E SE INCORPORA AOS ENCARGOS DO RIO QUE A DEVORA
E ESPERA DESCANSAR QUANDO CHEGUE ESCONDIDA
A PAZ DA GRANDE VIDA QUE HÁ NO SEIO DO MAR!
SEJA O QUE FOR QUE VENHAS SOFRER
ABRAÇA O LEMA REGENERADOR DO PERDÃO POR DEVER!
LEVA PACIENTEMENTE O FARDO QUE TE LEVA ENTRE O RUGIR DO VENTO E O PRAGUEJAR DA TREVA...
ABENÇOA EM CAMINHO OS AÇOITES DA ANGÚSTIA EM TORVO REDEMOINHO
ONDE NÃO POSSAS, CORAÇÃO, ENTRETECER A ALEGRIA DE LOUVAR
CALA-TE EM ORAÇÃO... SEGUE SEM PARAR...
AMANDO, RESTAURANDO, REDIMINDO...
EDIFICANDO, EM SUMA...
NÃO TE REVOLTES CONTRA COISA ALGUMA!...
AO OUVIR A TARDE MANSA NA DOCE QUIETAÇÃO CREPUSCULAR
QUANDO A GRAÇA DO CORPO TOMBA E FINDA
VERÁS COMO FOI ALTA, NOBRE E LINDA A VENTURA DE ESPERAR!
E, ENQUANTO A NOITE AVANÇA
PARA DAR-TE AS VISÕES DE UMA ALVORADA NOVA NAS ASAS DA ESPERANÇA
BENDIRÁS A AMARGURA, A DOR E A PROVA
AGRADECENDO À TERRA A BÊNÇÃO DE ENTENDÊ-LAS...
SUBIRÁS, SUBIRÁS PARA O NINHO DA LUZ NAS ESTÂNCIAS DA PAZ
QUE TE AGUARDA, TECIDO EM RADIAÇÕES DE ESTRELAS!
ENTÃO COMPREENDERÁS QUE ALÉM DO MAIS ALÉM, NO CORAÇÃO DA ALTURA,
DEUS TRABALHA, DEUS SONHA, DEUS PROCURA
DEUS ESPERA TAMBÉM!
 
Jul 16, 2008 7:32 AM
 
beijinhos enormes!!!
 
Jul 16, 2008 7:32 AM
 
madrinha !!!

eheh a ver se vou ter contigo' para matar saudades ^^

adoro você :D
 
Jul 15, 2008 8:13 AM
cris says:
 
Vou te ligar esse final de semana para tomar um cafezinho beijo grande cris
 
Jul 15, 2008 2:21 AM
cris says:
 
Um beijo e saudades Cris
 
Jun 28, 2008 6:11 AM
cris says:
 
oi Vi a próxima que me chames tia, já sabes !!!!!!!!!!!! lol mil beijos cris
 
Jun 19, 2008 11:09 AM
 
Sentado ali em frente de seu congá o velho pai de santo relembra com surpreendente nitidez sua infância e seu primeiro contato com espiritualidade.
Nitidamente ele se vê na tenra infância a brincar sozinho no amplo quintal da casa de seus pais.
Lembra-se que alguma coisa o fez olhar para as nuvens e diante dele uma estranha imagem se forma: um velho sentado ao redor de uma fogueira e um menino a ouvir-lhe estórias. De alguma maneira o menino ao ver aquela cena sabia que se tratava dele mesmo. O tempo passou e a cena jamais esquecida e também jamais revelada, o acompanha em sonhos e lembranças.
Cresce e acaba se tornando médium Umbandista. Aos poucos vai conhecendo seus guias, que vão tomando seu corpo nas diversas “giras de desenvolvimento”. Primeiro o Caboclo que lhe parece muito grande e forte, depois os demais… Até que, ao completar 18 anos, seu Exu também recebe permissão para incorporar.
Já não é mais médium de gira, a bem da verdade ocupa o cargo de pai pequeno do terreiro.
Percebe que não tivera uma adolescência como a da maioria dos jovens que lhe cercam na escola. Não vai a bailes, festas… Dedica-se com uma curiosidade e um amor cada vez maior à prática da caridade. Os anos passam e acaba pôr abrir seu próprio terreiro. Inúmeras pessoas procuram os seus guias e recebem um lenitivo, uma palavra de consolo e esperança.
Foram tantos os pedidos e tantos os trabalhos realizados que já perdera a conta. Viu inúmeras pessoas que declaravam amor eterno pela Umbanda e bastava que alguns pedidos não fossem alcançados na plenitude desejada que já se afastavam, criticando o que ontem lhes era sagrado…
Presenciou pessoas que, vindas de outras religiões, encontraram a paz dentro do terreiro, mantido a duras penas, uma vez que nada cobrava pelos trabalhos realizados (”Dai de graça o que de graças recebestes”).
Solteiro permanecia até hoje, pois embora tivesse tido várias mulheres que lhe foram caras, nenhuma delas agüentou ficar a seu lado, pois para ele a vida sacerdotal se impunha a qualquer outro tipo de relacionamento. Amava mesmo assim todas aquelas que lhe fizeram companhia em sua jornada terrena.
Brincava, o velho pai de santo, quando lhe perguntavam se era casado e respondia, bem humorado, que se casara muito cedo, ainda menino. A curiosidade dos interlocutores quanto ao nome da esposa era satisfeita com uma só palavra: Umbanda, este era o nome da esposa.
Com o passar do tempo, a idade foi chegando; muitos de seus filhos de fé seguiram seus destinos vindo eles também a abrirem suas casas de caridade. O peso da idade não o impede de receber suas entidades. Ainda ecoa, pelo velho e querido terreiro, o brado de seu Caboclo, o cachimbo do Preto-velho perfuma o ambiente, a gargalhada do Exu ainda impressiona, a alegria do Erê emociona a ele e a todos…
Enfim, sente-se útil ao trabalhar. Hoje não tem gira. O terreiro está limpo, as velas estão acessas e tudo parece normal. Resolve adentrar ao terreiro para passar o tempo, perdera a noção das horas. Apura os ouvidos e sente passos a seu redor, percebe que alguém puxa pontos e que o atabaque toca. Ele está de costas para todos e de frente para o congá. O cheiro da defumação invade suas narinas…
Seus olhos se enchem de lágrimas na mesma proporção que seu coração se enche de alegria. Estranhamente, não sente coragem ou vontade de olhar para trás, apenas canta junto os pontos. Fixa seus olhos nas imagens do altar, fecha os olhos e ainda assim vê nitidamente o congá, parece que percebe o movimento do terreiro aumentar.
Vira de costas para o congá e a cena o surpreende: vê Caboclos, Boiadeiros, Pretos Velhos, Marujos, Baianos, Erês e toda uma gama de Guias… Até Exus e Pomba Giras estão ali na porteira. Se dá conta que os vê como são, não estão incorporados. Todos lhes sorriem amavelmente.
Dentre tantos Guias, percebe aqueles que incorporam nele desde criança. Tenta bater cabeça em homenagem a eles, mas é impedido. O Caboclo, seu guia de frente, se adianta, lhe abraça, brada seu grito guerreiro… Os demais o aco Os demais o acompanham. O velho pai de santo não agüenta e chora emocionado… As lágrimas lhe turvam a vista. Fecha seus olhos e ao abri-los todos os guias ainda permanecem em seus lugares embora calados…
Nota uma luz brilhante em sua direção, Iansã e Omulu se aproximam, seu Caboclo os saúda e é correspondido. A luz o envolve completamente. Já não se sente mais velho. Na verdade sente-se jovem como nunca. Seu corpo está leve e ele levita em direção à luz. Todos os guias fazem reverência… O terreiro vai ficando longe envolto em luz… Ele sorri alegre… A missão estava cumprida…
No dia seguinte, encontram seu corpo aos pés do congá. Tinha nos lábios um sorriso…
 
Jun 19, 2008 6:32 AM
 
VOVÓ MARIA CONGA
Sentada em um toco de madeira no terreiro contou, certa vez, alguns fatos de sua vida em terra brasileira.
Começou dizendo que só o fato de podermos conviver com nossos filhos é uma grande dádiva. Naquele tempo as negras eram destinadas, entre outras coisas, a procriar, a gerar filhos que delas eram afastados muito cedo, até mesmo antes de serem desmamados. Outras negras alimentavam sua cria, assim como tantos outros “filhotes” foram alimentados pela Mãe Conga. Quase todas as mulheres escravas se transformavam em mães; cuidavam das crianças que chegavam à fazenda, rezando para que seus próprios filhos também encontrassem alento aonde quer que estivessem.
Os orixás africanos, desempenhavam papel fundamental nesta época. Diferentes nações africanas que antes guerreavam, foram obrigadas a se unir na defesa da raça e todos os orixás passaram a trabalhar para todo o povo negro. As mães tomavam conhecimento do destino de seus filhos através das mensagens dos orixás. Eram eles que pediam oferendas em momentos difíceis e era a eles que todos recorriam para afastar a dor.
Maria Conga teve que se utilizar de algumas “mirongas” para deixar de ser uma reprodutora, e assim, pelo fato de ainda ser uma mulher forte, restou-lhe a plantação de cana. A colheita era sempre motivo para muito trabalho e uma espécie de algazarra contagiava o lugar. Enquanto as mulheres cortavam a cana, as crianças, em total rebuliço, arrumavam os fardos para que os homens os carregassem até o local indicado pelo feitor. Foi numa dessas ocasiões que Maria Conga soube que um dos seus filhos, afastado dela quando já sabia andar e falar, era homem forte, trabalhando numa fazenda próxima.
Seu coração transbordou de alegria e nada poderia dissuadi-la da idéia de revê-lo. Passou então a escapar da fazenda, correndo de sol a sol, para admirar a beleza daquele forte negro. Nas primeiras vezes não teve meios de falar com ele, mas os orixás ouviram suas súplicas e não tardou para que os dois pudessem se abraçar e derramar as lágrimas por tanto tempo contidas. Parecia a ela que eles nunca tinham se afastado, pois o amor os mantivera unidos por todo o tempo.
Certa tarde, quase chegando na senzala, a negra foi descoberta. Apanhou bastante, mas não deixou de escapar novamente para reencontrar seu filho. Mais uma vez os brancos a pegaram na fuga, e como ela ainda insistisse uma terceira vez resolveram encerrar a questão: queimaram sua perna direita, um pouco acima da canela, para que ela não mais pudesse correr.
Impossibilitada de ver o filho, com menor capacidade de trabalho, a Vó Maria Conga passou a cuidar das crianças negras e de seus doentes. Seu coração se encheu de tristeza ao saber que haviam matado seu filho quando tentava fugir para vê-la.
Sua vida mudou. De alegre e tagarela passou a ser muito séria, cuidando do que falavaaté mesmo com os outros negros. Para as crianças contava histórias de reis negros em terras negras, onde não havia outro senhor. Sábia, experiente e calada, Vovó Maria Conga desencarnou.
Com lágrimas na alma ela acabou seu conto. Disse que só entendeu a medida do amor após a sua morte. Seu filho a esperava sorrindo, guardião que fora da mãe o tempo todo em que aguardava seu retorno ao mundo dos espíritos.
 
Jun 17, 2008 6:09 AM
Ana says:
 
Ola linda!Como tas?Passei por aqui para te deixar mtas beijoquinhas

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